quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Apenas 8% das pessoas, no Brasil, têm plenas condições de compreender e se expressar



Segundo estudo conduzido pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG Ação Educativa, que entrevistou 2002 pessoas entre 15 e 64 anos de idade, residentes nas zonas urbanas e rurais de todas as regiões do Brasil, apenas 8% delas, em idade de trabalhar, têm plenas capacidades de entender e se expressar por meio de letras e números.
São aqueles que estão no nível mais avançado de alfabetismo funcional em um índice chamado Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional). Em tal nível, a pessoa é capaz de compreender e elaborar textos de diferentes tipos, como mensagem, descrição ou argumentação, além de conseguir opinar sobre o posicionamento ou estilo do autor do texto. Consegue ainda, interpretar tabelas e gráficos e compreende que tendências apontam ou que projeções podem ser feitas com base nos dados.
Esse nível corresponderiam a situação daqueles que completam o ensino médio, que teriam percorrido 12 anos de escolaridade.
Os dados alarmantes apontam para uma realidade de falta de investimentos mais arrojados na educação básica pública. Aqueles que conseguem atingir um grau adequado de proficiência, ao final do Ensino Médio, representam um número pequeno.
Pela mesma pesquisa, divulgada no início de 2016, o Brasil tinha 27% de sua população entre 15 e 64 anos composta de analfabetos funcionais. Em 2001 e 2002, esse número era de 39%
Analfabetos funcionais não conseguem realizar tarefas simples envolvendo leitura de palavras e frases. Alguns conseguem ler números.






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